11 de novembro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


#MarciusMelhemNoEspelho

8 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho





O tapete voador é uma coletânea de contos em que Cristiane Sobral aborda temas como empoderamento negro, discriminação racial e colorismo. O livro apresenta diversas personagens femininas que lutam por superar as barreiras sociais para alcançar seus objetivos. 

A tessitura dos contos que Cristiane Sobral nos apresenta no inspirado “O tapete voador”, quando observadas com atenção para as tentativas de categorização, não consensuais, de uma “Literatura negra brasileira contemporânea de autoria feminina”, fornece, para nós leitores, alguns elementos importantes de análise do universo ficcional por ela bravamente erguido. Na perspectiva desta literatura, encontramos nas narrativas deste livro a valorização de diversos aspectos constituintes da identidade negra, e em especial, a inserção da mulher negra autora e personagem da vida e de seus abismos, o que não é pouco, tratando-se de uma literatura brasileira que tradicionalmente privilegia, como autores e personagens, homens brancos e seus discursos. O que Ióli, Bárbara, Olga, Teresa e as outras personagens deste livro trazem para o território da Literatura Brasileira é uma frente de luta e combate. Os personagens femininos, como também os masculinos, que transitam no universo ficcional de Cristiane Sobral são movidos por uma vastidão de desejos, às vezes singelos e em outras contundentes, indissociáveis do ato de viver, “desejo de se alimentar”, “desejo de mudança de vida”, “desejo de construir uma carreira artística mais engajada”, “desejo de se encontrar”, “desejo de viver plenamente a sexualidade”. 

A autora, que possui uma carreira de vasta experiência no teatro como atriz e dramaturga, constrói uma variedade de cenas em que o querer se traduz em ato, mesmo que a ação apresentada não resulte no que foi desejado pelo personagem – pois na luta de forças entre o engajamento e a literatura, a arte prevalece, fazendo com que, dona do seu lugar de escritora, seus contos possam nos surpreender com encaminhamentos que fogem do lugar comum da afirmação, derrapagens que uma literatura exclusivamente engajada, porém inocente, poderia experimentar. Nas tramas de textos e personagens que em alguns momentos se moldam aproximados de uma agressividade de sugestivos protestos, e em outros, de perspicaz ironia e ampla complexidade, temos em O tapete voador um belo exemplo de como a cena literária brasileira, ao tornar-se mais democrática, pode se enriquecer em criatividade, perspectivas, sensibilidade e sentido.

4 de novembro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


#MartnaliaNoEspelho

1 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho




A noiva de Kebera, contos do escritor moçambicano Aldino Muianga, é uma coletânea de seis histórias que apresentam sentimentos e relações humanas do povo moçambicano. O autor retrata situações vividas principalmente por personagens desfavorecidas - mulheres, crianças, trabalhadores - nos períodos pré- colonial, colonial e pós-independência de Moçambique, na capital Maputo e seus arredores. A edição brasileira conta com um glossário, do próprio autor, e de ilustrações do brasileiro Dan Arsky.

28 de outubro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


#CiroGomesNoEspelho

25 de outubro de 2017

#DicaDoEspelho


Nessas rimas, ficamos com a pulga atrás da orelha com tantas indagações sobre o pente. Da sua lida nas cabeças e os muitos tipos de cabelo. Cabelo embaraçado, cabelo do galã. Será que ele penteia? A lã do carneiro, a juba do leão. O pente penteia? O autor nos indaga sobre o pente e também nos leva a buscar as respostas. O que o pente penteia? Algumas resposta ele nos dá, outras ele nos deixa a pensar. Será que o pente penteia o cabelo do milho? E milho tem cabelo pra pentear!? E o cabelo do índio na aldeia? Existe pente por lá? Pois sim! São tantas perguntas... Nisso, paramos e vemos os detalhes do cotidiano e no mundo ao nosso redor.


Fonte: Coletivo Editorial

21 de outubro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30

#IzaNoEspelho

18 de outubro de 2017

#DicaDoEspelho



Neste volume, a multiartista Elisa Lucinda reúne em dois livros – Jardim das cartas e O livro do desejo – poemas escritos nos últimos onze anos em que ficou sem publicar poesia. Com a delicadeza, a sensualidade, a inteligência e o humor que marcam a sua criação artística, os versos deste Vozes guardadas revelam amores contidos e outros obscenos, um mundo vasto de espantos, lágrimas, risos e paixões. Ao entregar ao público mais uma leva das “multidões de vozes” que a habitam, a poeta se despede dessas vozes guardadas para dividi-las com todos, fazendo delas nossas próprias vozes. Penetrar no universo dos poemas de Elisa Lucinda exige estancar o tempo e a correria da vida: um delicioso e irrecusável convite.

14 de outubro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 12h30

#JesuítaBarbosaNoEspelho

11 de outubro de 2017

#DicaDoEspelho



Carolina Maria de Jesus foi um dos grandes fenômenos literários do Brasil nos anos 1960. Seu livro de estreia, Quarto de Despejo, ficou no topo da lista de mais vendidos e foi publicado em mais de 13 países. Negra, pobre, moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, e mãe de três, Carolina narrava no livro seu cotidiano na favela. Foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que a ajudou a publicar o trabalho.

A história de luta, fama e declínio de umas das mais marcantes vozes femininas da literatura brasileira está em Carolina, biografia em quadrinhos de João Pinheiro e Sirlene Barbosa. O livro narra sua infância pobre em Minas Gerais, sua vida sofrida em São Paulo, a fama, as ilusões, as decepções e o esquecimento.


Fonte: Livraria da Travessa