9 de dezembro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


#FabioCarvalhoNoEspelho

6 de dezembro de 2017

#DicaDoEspelho


O disco independente Afrofuturista inaugura um novo ciclo na carreira artística de Ellen Oléria. Recém mudada de Brasília para São Paulo, a nova cidade aos poucos vai imprimindo marcas urbanas e sonoras no trabalho da artista de 33 anos, que canta, compõe, toca violão e guitarra e ainda é atriz formada pela Universidade de Brasília (UnB).

A estética do novo disco da artista tem produção de Felipe Viegas e o toque certeiro de alabê (homens do candomblé que tem a função de cantar para saudar os orixás) do baiano Gabi Guedes. Além disso, os versos de Roberta Estrela D’Alva, a voz forte da cubana Yusa, a sonoridade das alfaias de Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro ajudam a dar o tom do trabalho.

Foram 20 canções gravadas para, ao final, restarem 13 que integram o álbum. O disco foi todo gravado em Brasília – onde a cantora viveu até 2015 –, e as influências da cidade estão expressas no novo trabalho. A canção “A nave”, por exemplo, fala de uma cidade em movimento e remete ao avião que dá forma ao Plano Piloto da capital brasileira, com as suas asas Norte e Sul. “Quero viajar mais uma vez pilotando a nave”, avisa o refrão.

Fonte: Texto retirado do G1

2 de dezembro de 2017

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


#AgnaldoRayolNoEspelho

29 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho





Mais conhecido com editor responsável pelo selo Ogum's Toques Negros, de Salvador, Guellwaar Adún surpreende pela sofisticação de Desinteiro, seu primeiro livro de poemas. O autor prima pelo esmero construtivo ao elaborar uma poética que dialoga com a tradição sem abrir mão de um constante experimentalismo. Desinteiro recebe a leitura atenta da poeta e crítica Lívia Natália.

Texto retirado na íntegra daqui




24 de novembro de 2017

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#RenataCodaganNoEspelho

22 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho




A longa e terrível história da escravidão nas Américas tem poucos relatos diretos. Os senhores, naturalmente, não tinham interesse em registrar seus horrores. Os escravos não tinham condições de fazê-lo. A autobiografia do poeta-escravo é agora publicada pela primeira vez no Brasil - um dos países que mais tarde aboliu o horror narrado com enorme vivacidade nestas páginas.

Existem algumas autobiografias de escravos norte-americanos (como o famoso 12 anos de escravidão, de Solomon Northup). Porém, na América Latina e, particularmente, no Brasil, isso não aconteceu. A exceção, única narrativa autobiográfica latino-americana escrita por uma pessoa escravizada durante seu cativeiro, é Juan Francisco Manzano.

Esta edição inclui duas versões da autobiografia: uma tradução para o português padrão e uma transcrição direta, colada nas particularidades e idiossincrasias do original, acompanhadas por mais 300 notas explicativas e um conjunto de textos que torna esta edição um marco incontornável na memória da escravidão.

Fonte: Hedra

18 de novembro de 2017

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#GiovanaXavierNoEspelho

15 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho

É feriado! Hoje tem bolo, suco de laranja e brincadeira de pião lá em casa. Mas por que hoje é um dia tão importante? Ora, porque hoje é dia 20 de novembro, dia da consciência negra, dia de Zumbi dos Palmares. Você sabe quem foi esse herói que lutou contra a escravidão no Brasil? Sente-se para comer um bolo comigo que eu conto tintim por tintim sobre a vida do Zum Zum Zum biiii...
Zum Zum Zumbiiiiiiii é o 10º livro de Sônia Rosa editado pela Pallas/Pallas Mini. A autora é pedagoga, contadora de histórias, orientadora educacional e escritora de literatura para crianças e jovens.
Zum Zum Zumbiiiiiiii foi ilustrado por Simone Matias, que estudou na Scuola Internazionale d’Illustrazione em Sàrmede na Itália e tem mais de cinquenta títulos publicados.
Fonte: Editora Pallas

11 de novembro de 2017

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#MarciusMelhemNoEspelho

8 de novembro de 2017

#DicaDoEspelho





O tapete voador é uma coletânea de contos em que Cristiane Sobral aborda temas como empoderamento negro, discriminação racial e colorismo. O livro apresenta diversas personagens femininas que lutam por superar as barreiras sociais para alcançar seus objetivos. 

A tessitura dos contos que Cristiane Sobral nos apresenta no inspirado “O tapete voador”, quando observadas com atenção para as tentativas de categorização, não consensuais, de uma “Literatura negra brasileira contemporânea de autoria feminina”, fornece, para nós leitores, alguns elementos importantes de análise do universo ficcional por ela bravamente erguido. Na perspectiva desta literatura, encontramos nas narrativas deste livro a valorização de diversos aspectos constituintes da identidade negra, e em especial, a inserção da mulher negra autora e personagem da vida e de seus abismos, o que não é pouco, tratando-se de uma literatura brasileira que tradicionalmente privilegia, como autores e personagens, homens brancos e seus discursos. O que Ióli, Bárbara, Olga, Teresa e as outras personagens deste livro trazem para o território da Literatura Brasileira é uma frente de luta e combate. Os personagens femininos, como também os masculinos, que transitam no universo ficcional de Cristiane Sobral são movidos por uma vastidão de desejos, às vezes singelos e em outras contundentes, indissociáveis do ato de viver, “desejo de se alimentar”, “desejo de mudança de vida”, “desejo de construir uma carreira artística mais engajada”, “desejo de se encontrar”, “desejo de viver plenamente a sexualidade”. 

A autora, que possui uma carreira de vasta experiência no teatro como atriz e dramaturga, constrói uma variedade de cenas em que o querer se traduz em ato, mesmo que a ação apresentada não resulte no que foi desejado pelo personagem – pois na luta de forças entre o engajamento e a literatura, a arte prevalece, fazendo com que, dona do seu lugar de escritora, seus contos possam nos surpreender com encaminhamentos que fogem do lugar comum da afirmação, derrapagens que uma literatura exclusivamente engajada, porém inocente, poderia experimentar. Nas tramas de textos e personagens que em alguns momentos se moldam aproximados de uma agressividade de sugestivos protestos, e em outros, de perspicaz ironia e ampla complexidade, temos em O tapete voador um belo exemplo de como a cena literária brasileira, ao tornar-se mais democrática, pode se enriquecer em criatividade, perspectivas, sensibilidade e sentido.