24 de setembro de 2016

Programa Espelho nesta segunda às 21h30


#‎BráulioMantovaniNoEspelho

Bráulio Mantovani, o roteirista de Cidade de Deus e Tropa de Elite fala sobre cinema e muitas histórias.

21 de setembro de 2016

Dica de livro: Ensinando a transgredir

#EspelhoTemporada‬2016
‪#‎DicaDeLivroDoEspelho

Em 'Ensinando a transgredir', Bell Hooks - escritora, professora e intelectual negra insurgente - escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a "transgredir" as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor.

Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. 
Segundo Bell Hooks, "a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender". Ensinando a transgredir registra a luta de uma talentosa professora para fazer a sala de aula dar certo.

Serviço:
Autor: HOOKS, BELL
Editora: WMF MARTINS FONTES

Coleção: Pedagogia


Fonte: WMF Martins Fontes

17 de setembro de 2016

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


‪#DouglasBelchiorNoEspelho

No Espelho dessa semana, Lázaro Ramos recebe Douglas Belchior em um bate-papo sobre ativismo social, movimento negro, ensino, sociedade e política. 

14 de setembro de 2016

Dica da semana: Nha Fala e República di Mininus



‪#‎DicaDeFilme‬DoEspelho 

Num país sem nome, algures no continente africano, as crianças foram abandonadas à sua sorte. Por causa disso, uniram-se, criando a República de Mininus, onde cada uma cumpre o seu papel numa sociedade inventada, com vista à sobrevivência de todos. Nesse lugar, união, respeito e harmonia são deveres inestimáveis. Só serão postos em causa com o surgimento de cinco novas crianças. Trazem consigo as terríveis marcas de um passado difícil e, para poderem adaptar-se àquele mundo, terão de passar uma prova imposta por todos os outros: ou se aceitam como um grupo, ou terão de partir novamente para um mundo sem esperança. 

Com a participação especial de Danny Glover, um filme realizado por Flora Gomes ("E a Morte o Negou", "Os olhos Azuis de Yonta", "Pau de Sangue", "Nha Fala - A Minha Voz"), um dos mais representativos realizadores africanos da actualidade, que fala sobre a nova geração de África, onde as crianças são tidas como a grande esperança de salvação do continente. 

Fonte: Cine Cartaz


Texto retirado na íntegra desse link

10 de setembro de 2016

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


‪#AnaMuylaertNoEspelho


Cinema, feminismo, Brasil, carreira e histórias com Ana Muylaert.




7 de setembro de 2016

Dica de livro: Sejamos todos feministas

#EspelhoTemporada‬2016
‪#‎DicaDeLivroDoEspelho

"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens". 

Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Texto retirado na íntegra do site da Cia das Letras. 

3 de setembro de 2016

O melhor da temporada nesta segunda às 21h30


‪#MaríliaGabrielaNoEspelho

Lázaro Ramos conversa com Marília Gabriela, uma das mais queridas e talentosas entrevistadoras da nossa TV.

31 de agosto de 2016

Dica da semana: Joelzito Araújo, um cineastra brasileiro



#EspelhoTemporada‬2016
‪#‎DicaDeLivroDoEspelho
Cineasta, escritor, professor, diretor, produtor executivo e roteirista de filmes de ficção e documentários, programas de TV, vídeos educacionais e institucionais.

O trabalho de Joel é reconhecido internacionalmente por sua capacidade de aliar os elementos cinematográficos às questões sociais. Com a sétima arte, leva para a tela reflexões sobre gênero, etnia, política e condição socioeconômica. No modo de conduzir a narrativa está a sutileza do olhar que revela situações e sentimentos intrínsecos na sociedade ou até mesmo no próprio ser humano. Dentro desta temática é considerado um dos cineastas mais importantes do país.

Com o documentário “A negação do Brasil” ganhou o prêmio de Melhor Filme Brasileiro no É Tudo Verdade, que foi exibido em vários festivais do mundo, como no Festival de Cinema Latino de Madri e no Festival de Documentários do Porto. O primeiro longa-metragem, a ficção “As Filhas do Vento”, ganhou oito prêmios no Festival de Gramado. Entre eles: Melhor Filme segundo a crítica, Melhor Diretor, Ator e Atriz. Já em 2009, lançou o documentário “Cinderelas, lobos e um príncipe encantado”. E recentemente estreou no grande circuito de cinema com “Raça – um filme sobre a igualdade”. Documentário em que divide a direção com Megan Mylan, ganhadora do Oscar com Independent Spirit e o Guggenheim.

Joel Zito Araújo participa intensamente de festivais, seminários, debates e mostras de cinema nos Estados Unidos, África e Europa. Atualmente é curador do 7º Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Caribe, dando continuidade ao trabalho iniciado no Centro Afro Carioca de Cinema por Zózimo Bulbul.

Joel Zito Araújo é doutor em Ciências da Comunicação e Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. Cursou pós-doutorado na University of Texas. Lecionou no programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, coordenou o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Cinema na Universidade de Cuiabá, desenvolveu atividades no Museu de Imagem e do Som de Cuiabá e atuou no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Cinema de Cabo Verde (Mindelo) no M_EIA – Instituto Internacional de Arte até 2011. E em 2013, criou e dirigiu o curso Aproximações Brasil-África através do Cinema Senegal Dakar. 

Imagem retirada da internet
Texto retirado na íntegra de Centro Afro Carioca de cinema

27 de agosto de 2016

Programa Espelho nesta segunda às 21h30

#EspelhoTemporada2016‬
‪#LeandroKarnalNoEspelho

24 de agosto de 2016

Dica de livro: Muito como um rei

#EspelhoTemporada‬2016
‪#‎DicaDeLivroDoEspelho
“O Olodum dignificava o brega, dava uma direção ao mangue, era o que eu sentia. O cotidiano era sempre um inferno de violência e sexo e sangue quente escorrendo entre as pedras e mau cheiro de merda e urina. Fumaça de lixo queimando dentro das carcaças dos casarões em ruínas, barulhos de bolas de sinuca batendo, cachaça sendo jogada na rua pro santo. Bitelo foi morto pelo melhor amigo com golpes de faca de cozinha na hora de dividir um roubo, Dico foi preso com maconha na subida do São Miguel e apanhou tanto que teve o baço estourado por um pisão de coturno, Clarinda perdeu um dedo na briga com Lídia Brondi, a travesti, que tava pegando o marido dela... vixe... Dois-Mundo bateu em dois polícia que tavam arregando a mesa de bicho dele e andava meio sumido da área”.

À guisa de epígrafe, transcrevo o trecho do conto “Infanto Juvenil V”, do livro em questão, porque é, também, o que sinto. É o que me toca, o que me recorda, me leva a infâncias na longínqua Rua da Palha e em outros lugares escrotos onde vivi. E é o que sinto ao ler “Muito como um Rei”, do escritor Fábio Mandingo. Quem não teve ou não passou por uma situação limite, daquelas que podem decidir o futuro entre céu e inferno? Mas da forma como Fábio escreve, a gente, mesmo que não tenha sentido, passa a sentir, pela simplicidade da linguagem, em que personagens e narrador demonstram habitar o mesmo limbo, a mesma atmosfera. A verossimilhança não deixa dúvidas, não permite questionamentos, só experimentar, ir junto ao fluxo de pensamento e ter vertigens, tantas quantas aguentar.

Perebas, perebas e mais perebas, de todos os tipos, com pus, lambida de cachorro, cutucada, arrancada com as unhas, e petróleo grudado na pele, após “caídas” nas águas fétidas da Praia de Cantagalo. Memórias, ancestralidades, lembranças, realidades que marcaram muitas pernas e mentes de quem por ali passou, quem viveu aquela realidade mais parecida com o limiar do inferno. Mas nem sempre a dor e a miséria são absolutas. 

No meio de todo esse assombro, tinha poesia: o sol escolhia descer primeiro na Igreja dos Alagados, depois lambia as pedras do Bate Estaca; e reflexão filosófica: “amor, igreja, polícia, gente rica, é tudo a mesma merda, tudo enganação”...

As memórias são ativadas durante toda a leitura do livro, é o cheiro de castanha assando no quintal, cascudos dados e tomados, meninos mais velhos chamando os menores de “meu gado”, e as arruaças e as brincadeiras de rua, as quedas na água da maré, ver televisão na casa da única vizinha onde havia um aparelho preto e branco (com plástico azul pra parecer colorida), chão de cimento vermelho, touca de meia-calça na cabeça de todas as mulheres, que não tiravam pra nada, filhos de mulheres e homens cachaceiros, tubaína, as festas de debutantes de “boa família”, no Clube Itapagipe, onde a personagem do conto não podia entrar por não possuir carteira de sócio... e a conga no pé, pra escola, pra festa, pra feira, pra onde quer que tivesse que ir, inclusive para festa de aniversário; jogo de botão, os namoros escondidos em que a visitante do interior beijava a rua inteira, acender palito de fósforo no cimento, saco de aniagem, acordar de madrugada quando a água chegava, limusine de quarenta lugares, agressão policial e roleta russa com a cara enfiada na areia. 

E a dor e a miséria e a falta de horizonte se aniquilam diante do grito “Sou artista, sou artista”. E, como “Todo Menino é um Rei”, a personagem também se declara rei, declara seu milênio, e, apesar dos apelidos de macarrão 18, tripa, lombriga, vara de tirar caju, a fome que lhe alimenta é a fome de mundo, que lhe moveu à vitória de ter tudo, Muito como um Rei.

Texto retirado na íntegra daqui
Fonte:Galinha Pulando