4 de maio de 2009

Programa Espelho nesta segunda


Dessa vez, Lázaro Ramos é o convidado:o apresentador aceita o convite de Chica Xavier e vai à casa da conterrânea bater um papo. A atriz analisa o trabalho na televisão, relembra a chegada ao Rio de Janeiro e fala da família e do casamento com o ator Clementino Kelé, que já dura mais de 50 anos.


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Visitar a casa de D. Chica Xavier e Seu Kelé, é um verdadeiro prazer que vocês são convidados a compartilhar conosco no Espelho dessa semana.

Atrizes, assim como as iyalorixás - mais conhecidas, por esse Brasil afora, como nossas ‘mães de santo’ - são, de fato, mulheres que desempenham nesse mundo funções muito especiais. Autores, escritores, diretores de cinema, tv e teatro buscam extrair das primeiras o material humano com o qual vão construir sua arte, fazendo uma ponte entre a ficção e a realidade.


Elas encarnam as mais diferentes personalidades, os tipos mais diversos, emprestando-lhes corpo, alma, gestos, emoções, sensibilidade. Pela mão das atrizes ganham vida, tanto mulheres guerreiras e atuantes, quanto aquelas outras, submissas e conflituadas. De jovens rebeldes às mais românticas sonhadoras, passando por elegantes aristocratas e a mais simpáticas das figuras populares.


Iyalorixás também nascem com uma linda função social, que exige igual sensibilidade. O destino reservou-lhes a missão de fazer a ponte entre esse conturbado mundo em que vivemos e um outro mundo mítico, onde habitam seres encantados, deuses, divindades. São mulheres feitas de fé, crença, um profundo sentimento maternal, No caso das sacerdotisas do candomblé, o destino lhes deu a tarefa de cultuar e cuidar com respeito e reverência.de seres feitos de “vento sagrado”, como são definidos, por alguns, os orixás, as divindades negro-africanas essencialmente ligadas às forças da natureza.


Nossa entrevistada de hoje no Espelho, é uma pessoa especialíssima: uma atriz consagrada e uma importante ialorixá, que “bolou no santo”, pela primeira vez, aos 11 anos de idade, no terreiro mais antigo e tradicional da Bahia, a Casa Branca. Popular, maternal, carinhosa e carismática, ela, como nenhuma outra, vem ajudando autores e diretores de TV e cinema a compor, entre vários tipos de personagens, aqueles essencialmente ligados à religiosidade afrobrasileira. Ela acabou de viver, em Duas Caras, a ialorixá Dona Setembrina Cão, um papel mais recente que guarda semelhanças com a ialorixá Magé Bassâ, da minissérie Tendas dos Milagres. Mas o que pensa da cultura negra, como vive essa cultura, e quais suas opiniões sobre a mídia e a sociedade brasileira?

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