20 de abril de 2011

Fragmentos de Carlos Moore


Trecho 1

"
... o tradicional desprezo anglossaxônico vis-à-vis latinos, eslavos e semitas encontrou uma forte repercussão nos escritos e posturas políticas de Marx e Engels. Por exemplo, em uma carta a seu amigo alemão, Eduard Bernstein, Engels escreveu: "Em todas as questões de política internacional, or jornais da facção romântica dos franceses e dos italianos devem ser usados com bastante ponderação, e nós, alemães, devemos preservar a nossa superioridade teórica..."

A alegação marxista atual de que as noções de superioridade alemã e anglossaxônica foram principalmente obra de tóricos do terceiro Reich dificilmente se justifica com essas citações dos próprios fundadores do Marxismo. Fica evidente, então, que até mesmo em relação a povos arianos, o "internacionalismo" de Marx e Engels restringia-se a uma postura essencialmente germânica.

Livro - "O Marxismo e a questão racial"
Autor: Carlos Moore
Editora: Nandayla

Trecho 2

Os avanços da ciência nos últimos anos do século XX esclarecem um grave equívoco oriundo do século XIX, que fundamenta o conceito de "raça" na biologia. Raça não é um conceito que possa ser definido segundo critérios biológicos. Porém, raça existe: ela é uma construção sociopolítica, o que não é o caso do racismo, um fenômeno que antecede sua própria definição.

Livro - "Racismo & Sociedade"
Autor: Carlos Moore
Editora: Mazza Edições

1 comentário:

Gerson disse...

trecho 2
se esse conceito de não existencia de raça explicada biológicamente, dever-se-a conceituar q todos são iguais por dentro, ou seja, não existe superioridade ou inferioridade. o conceito de raça vai com o tempo se conceituar no conjunto de características dos grupos, como por exemplo: os negros suam mais. logo o conceito de superioridade se atrela às condições expostas. se é pra suar mais por conta do calor um grupo se sairá melhor, se é para ter mais pelos por conta do frio, outro grupo se sairá melhor.

Gerson