26 de novembro de 2012

#DicaDoEspelho



O Livro indicado no Espelho desta semana é Fela Kuti: Esta puta vida. Leia mais informações aqui.

Fela Kuti era uma força da natureza. O músico e ativista nigeriano, presente no planeta entre os anos de 1938 e 1997, influenciou o mundo, lançou mais de 70 discos, lutou contra o governo, teve 27 esposas (ao mesmo tempo), fundou sua própria república e inventou seu próprio gênero musical, o afrobeat.

Sua inacreditável história, que recentemente rendeu o grandioso musical "Fela!" (financiamento do rapper Jay-Z, três prêmios Tony, sucesso na Broadway e Londres), só poderia mesmo ser contada de uma maneira próxima e particular.

Lançada originalmente em 1982, a biografia "Fela - Esta Vida Puta" foi resultado da experiência do cientista político cubano Carlos Moore, que durante a década de 70 sustentou amizade próxima com Fela. Hoje morando em Salvador, Moore conta que na época morava no Senegal e ia a Lagos três ou quatro vezes por ano visitar o amigo em sua República Kalakuta, na maior cidade nigeriana.

“Na primeira vez que fui à Nigéria, na primeira semana, fui num mercado e ouvi a música do Fela”, lembra o autor da biografia. “Fiquei louco e comecei a perguntar quem era o cara que tinha feito aquela música, onde eu poderia comprar. Me responderam que não, eu não podia, aquela música estava proibida. Aí eu me interessei ainda mais”, ri.

Fela me disse, ‘bem vindo, Carlos, a essa merda que chamam de Nigéria’. Começamos a rir e foi amor à primeira vista
Carlos Moore, autor de "Fela - Esta Vida Puta"
“Até que amigos uma noite me levaram lá para conhecê-lo”, conta. “Ele me disse, ‘bem vindo, Carlos, a essa merda que chamam de Nigéria’. Começamos a rir e foi amor à primeira vista. Isso foi em fevereiro de 74.”

Consequência da intimidade, escrita em primeira pessoa do ponto de vista do músico, a biografia é uma passagem para a cabeça de Fela, em todo seu poder de raciocínio - do polêmico ao revolucionário. A primeira edição brasileira, lançada pela Editora Nandyala, traz prefácio de Gilberto Gil e um epílogo atualizado do autor.

Créditos: UOL
Leia o texto original aqui

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