17 de dezembro de 2014

Dica de livro: Xangô, o Trovão



Quando vieram escravizados para o Brasil, os negros africanos trouxeram um conjunto de tradições, costumes, crenças, santos e deuses. Os negros iorubás, também chamados nagôs, cultuavam deuses chamados orixás. A religião de origem iorubá sobreviveu e hoje a conhecemos como candomblé.

Cada orixá é responsável por um determinado aspecto da vida. Oxóssi, por exemplo, é o senhor da caça. Iansã é a senhora das tempestades. Oxum é a divindade da riqueza e do amor. Iemanjá é a deusa do mar e da maternidade. Quem sabe todas as histórias de todos os tempos é o orixá do oráculo: Ifá, o Adivinho.

Xangô é o deus do trovão, responsável pelas questões de justiça. Quando era mortal foi um rei poderoso e tinha muitas mulheres, entre elas Obá, Iansã e Oxum. Seus filhos espirituais costumam ser bons líderes, gostam do poder e se dão bem na política e nos negócios. O símbolo de Xangô é um machado de duas lâminas, que representa a justiça. 

As histórias narradas em Xangô, o Trovão se baseiam no livro Mitologia dos orixás, também de autoria de Reginaldo Prandi, publicado pela Companhia das Letras. Prandi é professor de sociologia da USP. Em 2001, recebeu o Prêmio Vannucci Mendes (CNPq, SBPC e Ministério da Cultura), por sua contribuição à preservação da memória cultural afro-brasileira.

Serviço:
Autor: Reginaldo Prandi
Editora: Companhia das letrinhas

Leia o texto original aqui
Fonte: Companhia das letras

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