7 de junho de 2017

#DicaDoEspelho


O disco independente Afrofuturista inaugura um novo ciclo na carreira artística de Ellen Oléria. Recém mudada de Brasília para São Paulo, a nova cidade aos poucos vai imprimindo marcas urbanas e sonoras no trabalho da artista de 33 anos, que canta, compõe, toca violão e guitarra e ainda é atriz formada pela Universidade de Brasília (UnB).

A estética do novo disco da artista tem produção de Felipe Viegas e o toque certeiro de alabê (homens do candomblé que tem a função de cantar para saudar os orixás) do baiano Gabi Guedes. Além disso, os versos de Roberta Estrela D’Alva, a voz forte da cubana Yusa, a sonoridade das alfaias de Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro ajudam a dar o tom do trabalho.

Foram 20 canções gravadas para, ao final, restarem 13 que integram o álbum. O disco foi todo gravado em Brasília – onde a cantora viveu até 2015 –, e as influências da cidade estão expressas no novo trabalho. A canção “A nave”, por exemplo, fala de uma cidade em movimento e remete ao avião que dá forma ao Plano Piloto da capital brasileira, com as suas asas Norte e Sul. “Quero viajar mais uma vez pilotando a nave”, avisa o refrão.

Fonte: Texto retirado do G1

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